Uma equipe de cientistas israelenses anunciou uma solução eficaz que promete curar a miopia: um colírio chamado Nanodrops. Segundo os oftalmologistas envolvidos na invenção, o colírio foi testado com eficácia em porcos, corrigindo a miopia e curando córneas danificadas.
A invenção também vai ajudar quem precisa usar óculos multifocais. Para tanto, os pacientes precisariam abrir um aplicativo em seu smartphone para medir a refração dos olhos. Isso forneceria dados sobre quanto o ajuste precisa ser feito. Em seguida, um padrão de laser seria criado e "estampado" na superfície da córnea, que depois receberia o tratamento com o colírio.
De acordo com o Dr. David Samadja, os testes em humanos devem ser realizados até o final do ano e poderão significar uma verdadeira revolução no tratamento de problemas de vista.
Com informações do The Jerusalem Post.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
terça-feira, 3 de maio de 2011
Lentes de contato sem receita são um perigo para a saúde
Uma em cada 4 adaptações de lente de contato é feita sem receita médica. 15% da população não têm condições de usar lentes, alerta especialista.
A indicação e adaptação de lentes de contato, inclusive as cosméticas para mudar a cor dos olhos é um procedimento que só pode ser feito com receita médica. É o que determina a resolução 1965 do CFM (Conselho Federal de Medicina), em vigor desde o início de março. Mas, na prática não é o que acontece. Isso porque, a resolução não tem o poder de impedir o comércio sem receita médica. Resultado: Uma em cada 4 adaptações de lentes são feitas sem a supervisão de um especialista.
Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto o problema é que 15% da população não têm condições de usar lente de contato. "São pessoas com olho seco ou outras doenças oculares que podem agravar com o uso de lente" afirma. A adaptação depende ainda do ajuste perfeito à curvatura e relevo da córnea mesmo no caso das sem grau. "É este ajuste que evita a formação de úlceras que podem provocar a perda da visão", comenta.
Lentes causam o dobro de complicações que refrativa
Enquanto a lente de contato prejudica a visão de 20% dos usuários, a cirurgia refrativa para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia causa complicações em até 10% dos pacientes. A boa nova é que estas complicações podem ser previstas e moldadas em mais da metade dos casos. Esta é a conclusão de Queiroz Neto na revisão de 14 estudos publicados sobre refrativa entre 2004 e 2010. Por exemplo, comenta, a síndrome do olho seco é a complicação mais freqüente após Lasik e ablação de superfície (PRK). Exames cada vez mais precisos da superfície da córnea (ceratometria) e da topografia corneana, ajudam a minimizar este problema. Além disso, ressalta, avanços como o intralase que tornou a cirurgia um procedimento inteiramente a laser também diminui o risco de surgir a síndrome por causa da facilidade de cicatrização.
O corte mais superficial reduz o enfraquecimento da córnea decorrente da profundidade da incisão, enquanto a precisão elimina a hipo ou hipercorreção do grau que são provocadas pela irregularidade do corte. Ainda assim, o médico diz que a técnica não se aplica a toda pessoa. Nos casos de altos míopes, entre 6 e 12
graus, a tecnologia ideal é a lente cachet. Queiroz Neto explica que se trata de uma lente intraocular que é implantada no olho sem retirada do cristalino. Os procedimentos de ultima geração não são cobertos pelos planos de saúde, mas pode sair por menos do que trocar constantemente os óculos, afirma.
A indicação e adaptação de lentes de contato, inclusive as cosméticas para mudar a cor dos olhos é um procedimento que só pode ser feito com receita médica. É o que determina a resolução 1965 do CFM (Conselho Federal de Medicina), em vigor desde o início de março. Mas, na prática não é o que acontece. Isso porque, a resolução não tem o poder de impedir o comércio sem receita médica. Resultado: Uma em cada 4 adaptações de lentes são feitas sem a supervisão de um especialista. Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto o problema é que 15% da população não têm condições de usar lente de contato. "São pessoas com olho seco ou outras doenças oculares que podem agravar com o uso de lente" afirma. A adaptação depende ainda do ajuste perfeito à curvatura e relevo da córnea mesmo no caso das sem grau. "É este ajuste que evita a formação de úlceras que podem provocar a perda da visão", comenta.
Lentes causam o dobro de complicações que refrativa
Enquanto a lente de contato prejudica a visão de 20% dos usuários, a cirurgia refrativa para a correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia causa complicações em até 10% dos pacientes. A boa nova é que estas complicações podem ser previstas e moldadas em mais da metade dos casos. Esta é a conclusão de Queiroz Neto na revisão de 14 estudos publicados sobre refrativa entre 2004 e 2010. Por exemplo, comenta, a síndrome do olho seco é a complicação mais freqüente após Lasik e ablação de superfície (PRK). Exames cada vez mais precisos da superfície da córnea (ceratometria) e da topografia corneana, ajudam a minimizar este problema. Além disso, ressalta, avanços como o intralase que tornou a cirurgia um procedimento inteiramente a laser também diminui o risco de surgir a síndrome por causa da facilidade de cicatrização.
O corte mais superficial reduz o enfraquecimento da córnea decorrente da profundidade da incisão, enquanto a precisão elimina a hipo ou hipercorreção do grau que são provocadas pela irregularidade do corte. Ainda assim, o médico diz que a técnica não se aplica a toda pessoa. Nos casos de altos míopes, entre 6 e 12
graus, a tecnologia ideal é a lente cachet. Queiroz Neto explica que se trata de uma lente intraocular que é implantada no olho sem retirada do cristalino. Os procedimentos de ultima geração não são cobertos pelos planos de saúde, mas pode sair por menos do que trocar constantemente os óculos, afirma.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Plano de saúde cobre cirurgia de miopia de menos de sete graus?
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) só obriga a cobertura da cirurgia de miopia e hipermetropia para os contratos firmados a partir de 1999. De acordo com a Resolução Normativa 211/10 a cobertura é obrigatória em casos de pacientes com mais de 18 anos e grau estável há pelo menos um ano, com: miopia moderada e grave, de graus entre - 5,0 a - 10,0, com ou sem astigmatismo associado com grau até - 4,0; ou hipermetropia até grau 6,0, com ou sem astigmatismo associado com grau até 4,0.
Os contratos antigos em geral negam a cobertura mas é possível pleitear na Justiça desde que haja indicação médica para o ato cirúrgico.
sábado, 24 de julho de 2010
Miopia: planos limitam redução de grau
De acordo com o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apenas operações feitas em pessoas que têm mais de cinco graus de miopia são cobertas pelo convênio. Mas a questão parece não estar clara nem para os beneficiários e nem para as clínicas que oferecem o serviço.
A clínica onde a relações públicas Renata Bayarri passou por uma consulta garantiu que seu convênio cobriria a cirurgia corretora de miopia, mas, para isso, ela teria de arcar com os custos de um exame que não estava incluso no seu plano. "Depois de ter feito o exame, que me custou R$ 200, me avisaram que o plano só cobria cirurgia em pessoas com mais de cinco graus de miopia." Como ela tem 4,75 graus, não fez a cirurgia.
De acordo com o rol, desde 2008 os convênios são obrigados a cobrir cirurgia em pacientes com mais de cinco e menos de dez graus de miopia. O gerente de cobertura assistencial da ANS, Jorge Carvalho, explica que pessoas com grau menor têm menos benefícios com a operação.
"Na medida em que o grau das lentes dos óculos ultrapassa cinco, a grossura da lente causa uma distorção nas imagens. Nesse sentido, a cirurgia refrativa é mais necessária", afirma Carvalho. O limite superior de dez graus existe, segundo ele, porque a cirurgia se torna insegura.
Segundo o chefe do serviço de córnea do Hospital Cema, quanto maior for o grau dos óculos, mais aberrações serão encontradas na lente, mas é difícil falar de números exatos. "As limitações mudam de acordo com o paciente. Tem gente que vive bem sem óculos com oito graus, outros são dependentes com apenas dois graus."
Para a ANS, é necessário estabelecer esse limite. "Se a agência abrir a cirurgia para quem quiser, isso trará um custo que será divididos por todos os beneficiários. O senhor que precisa fazer uma cirurgia no coração também vai ter de pagar por uma cirurgia de redução de grau, que pode ser estética", argumenta Carvalho.
Em relação às diretrizes do rol, não há limite inferior para a operação de hipermetropia, apenas o superior a seis graus, por razões de segurança. A operação de astigmatismo é feita se o paciente apresentar até quatro graus, pois os resultados são insatisfatórios quando o grau é maior.
Josué Rios, advogado especialista em defesa do consumidor e consultor do JT, diz que as normas da ANS não são obstáculo para o consumidor. "Se o médico provar que a cirurgia é necessária para a saúde do paciente, este pode conseguir seu direito na Justiça."
A clínica onde a relações públicas Renata Bayarri passou por uma consulta garantiu que seu convênio cobriria a cirurgia corretora de miopia, mas, para isso, ela teria de arcar com os custos de um exame que não estava incluso no seu plano. "Depois de ter feito o exame, que me custou R$ 200, me avisaram que o plano só cobria cirurgia em pessoas com mais de cinco graus de miopia." Como ela tem 4,75 graus, não fez a cirurgia.
De acordo com o rol, desde 2008 os convênios são obrigados a cobrir cirurgia em pacientes com mais de cinco e menos de dez graus de miopia. O gerente de cobertura assistencial da ANS, Jorge Carvalho, explica que pessoas com grau menor têm menos benefícios com a operação.
"Na medida em que o grau das lentes dos óculos ultrapassa cinco, a grossura da lente causa uma distorção nas imagens. Nesse sentido, a cirurgia refrativa é mais necessária", afirma Carvalho. O limite superior de dez graus existe, segundo ele, porque a cirurgia se torna insegura.
Segundo o chefe do serviço de córnea do Hospital Cema, quanto maior for o grau dos óculos, mais aberrações serão encontradas na lente, mas é difícil falar de números exatos. "As limitações mudam de acordo com o paciente. Tem gente que vive bem sem óculos com oito graus, outros são dependentes com apenas dois graus."
Para a ANS, é necessário estabelecer esse limite. "Se a agência abrir a cirurgia para quem quiser, isso trará um custo que será divididos por todos os beneficiários. O senhor que precisa fazer uma cirurgia no coração também vai ter de pagar por uma cirurgia de redução de grau, que pode ser estética", argumenta Carvalho.
Em relação às diretrizes do rol, não há limite inferior para a operação de hipermetropia, apenas o superior a seis graus, por razões de segurança. A operação de astigmatismo é feita se o paciente apresentar até quatro graus, pois os resultados são insatisfatórios quando o grau é maior.
Josué Rios, advogado especialista em defesa do consumidor e consultor do JT, diz que as normas da ANS não são obstáculo para o consumidor. "Se o médico provar que a cirurgia é necessária para a saúde do paciente, este pode conseguir seu direito na Justiça."
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